IA nas seguradoras: até 40% mais produtividade — e o que vem depois
Vistoria digital, sinistros, crédito e atendimento já registram ganhos de até 40% com IA no setor segurador. Leia a matéria completa sobre o que muda na prática
O setor de seguros passou décadas com a tecnologia no lugar de coadjuvante: sistemas transacionais, processos de suporte, muita análise manual. Esse arranjo se desfez — e os números já aparecem.
Processos como vistoria digital, análise de crédito, prevenção a fraudes, regulação de sinistros e atendimento registram ganhos de produtividade de até 40% com o uso de inteligência artificial. Em call center e atendimento ao cliente, a eficiência pode subir até 35%, sobretudo em triagem, atendimento inicial e automação de tarefas repetitivas.
O mercado já se convenceu
Os dados de mercado confirmam a direção. Segundo estudo da Accenture, cerca de 79% das seguradoras consideram que a IA generativa será decisiva para transformar a produtividade e o modelo operacional do setor nos próximos três anos. Levantamento da Deloitte aponta que as companhias priorizam investimentos em automação e IA justamente pela pressão por eficiência e redução de custos.
E o momento é particularmente relevante: dados da Confederação Nacional das Seguradoras mostram um mercado em expansão, o que aumenta a exigência por escalabilidade e por uma experiência melhor para o cliente.
Para Luiz Fernando Nassif, diretor de negócios do Grupo Taking, a virada é estrutural:
"A inteligência artificial passa a atuar diretamente na produtividade operacional, apoiando decisões mais rápidas, automatizando tarefas complexas e permitindo que as equipes humanas atuem de forma muito mais estratégica".
A IA também entrou nos times de TI
O movimento não se restringe às áreas de negócio. Aplicamos recentemente nossa plataforma proprietária, o TATe AI, em projetos de desenvolvimento tecnológico dentro de duas grandes seguradoras brasileiras. O uso acelera etapas de desenvolvimento, apoia especificações técnicas e reduz o esforço operacional dos times.
Os números finais ainda estão em consolidação, mas a expectativa é de ganhos relevantes também na construção e manutenção de projetos de TI.
O próximo estágio não é automatizar
Aqui está o ponto que separa quem entendeu a tecnologia de quem apenas a comprou.
"O mercado passou muito tempo discutindo inteligência artificial como automação. O próximo estágio é diferente. O verdadeiro ganho acontece quando a IA consegue potencializar o trabalho das pessoas, reduzir atividades operacionais e liberar tempo para decisões que realmente geram valor para o negócio", explica Nassif.
A diferença é sutil na frase e enorme na prática. Automatizar tarefa economiza hora. Potencializar gente muda resultado.
Deixou de ser experimento
A fase de pilotos e provas de conceito ficou para trás.
“Estamos entrando em uma fase em que a tecnologia começa a gerar impacto direto em produtividade, eficiência operacional e rentabilidade”, afirma Nassif.
Quem integrar esse movimento mais rápido tende a ganhar escala e competitividade.