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O Protagonismo <688/> está no IT FORUM e o que ele representa vai além de um programa

O mercado de tecnologia fala há anos sobre inclusão feminina. Há cursos, hackathons, campanhas de março e mesas de debate. O que raramente aparece é o passo seguinte: a contratação.

O Protagonismo <688/> está no IT FORUM e o que ele representa vai além de um programa

O mercado de tecnologia fala há anos sobre inclusão feminina. Há cursos, hackathons, campanhas de março e mesas de debate. O que raramente aparece é o passo seguinte: a contratação.

A iniciativa foi estruturada para atacar um dos principais gargalos da área: não apenas a entrada de novos profissionais, mas a dificuldade de transformar capacitação em empregabilidade efetiva.

Esse é o gap que o Protagonismo <688/> veio fechar.

Como funciona na prática

No programa, lançado em parceria com a MCIO Brasil no dia 25 de março, o Grupo Taking assume o pagamento dos três primeiros meses de salário de cada profissional contratada e garante contratos de ao menos um ano em cargos técnicos.

O processo percorre toda a jornada: curadoria e seleção pela MCIO Brasil, formação técnica, revisão de currículo, entrevistas simuladas e encaminhamento direto para empresas clientes.

A meta é repetir o ciclo todo ano, com 25 mulheres por turma, contemplando posições de analista de dados, desenvolvedora back-end, desenvolvedora front-end e analista de suporte, todas em nível júnior.

E o horizonte é concreto: a expectativa é chegar a 125 profissionais inseridas no mercado até 2030.

Por que isso é uma decisão de negócio e não só de propósito

Marco Romero, CEO do Grupo Taking, foi direto ao ponto na matéria do IT Forum:

"O mercado fala muito sobre formação, mas ainda existe um vazio entre capacitar e, de fato, empregar. O que estamos propondo aqui é fechar esse gap com um modelo que compartilha o risco e acelera a inserção dessas profissionais em projetos reais."

O Grupo Taking já apresenta indicadores que sustentam o investimento: 55% do quadro total é composto por mulheres e 40% das posições de gestão são ocupadas por elas.

Diversidade não é meta imposta aqui. É consequência de um processo contínuo e agora, de uma estrutura que acelera esse processo para fora da empresa.

O perfil que o programa quer ampliar

Outro ponto central do programa é ampliar o perfil das candidatas, incluindo mulheres em transição de carreira, muitas fora do estereótipo tradicional da área de tecnologia. A proposta é romper com a lógica ainda dominante no setor, que concentra oportunidades em perfis técnicos tradicionais, e acelerar a entrada de profissionais com diferentes formações, incluindo mulheres acima dos 40 anos.

A trajetória de Cinthia Scafi Catarino, hoje Zone Transfer Lead na AB-InBev, ilustra exatamente isso. Formada em psicologia, ela ingressou na área técnica por meio de uma iniciativa anterior da MCIO e foi contratada no mesmo mês em que concluiu a formação. Como ela mesma descreveu: 

"Aprendi os fundamentos de TI e de suporte técnico e entrei no mercado por meio das parcerias que o programa oferece."

O papel da MCIO Brasil nessa equação

A MCIO Brasil, maior associação de mulheres executivas de TI do país, com mais de 500 associadas e 22 anos de história, é responsável pela curadoria das candidatas e pelo acompanhamento ao longo de toda a jornada.

Walkiria Marchetti, presidente-executiva da MCIO Brasil, aponta onde o verdadeiro desafio mora:

"O desafio da presença feminina na tecnologia não está só no acesso, mas na permanência e no avanço para posições estratégicas. Esse programa atua justamente nessa transição, conectando formação com oportunidades concretas."

Não é sobre fazer o certo. É sobre fazer o inteligente.

Camila Besseler, CMO do Grupo Taking, resume bem o que orienta a iniciativa:

"Diversidade não pode ser um discurso isolado. Quando você estrutura um pipeline real de talentos e conecta isso diretamente ao negócio, o impacto aparece em inovação, performance e capacidade de entrega."

O Protagonismo <688/> nasceu de um número, 68,8% da desigualdade de gênero global superada, mas 123 anos ainda necessários para a paridade total. E virou ação concreta: formação, empregabilidade e resultado.

A primeira turma está em seleção.

Conheça o programa e saiba como participar →